Inicio » Escritos, Portugês

O Foro de São Paulo debuta nos Estados Unidos no Hotel Whitcomb de São Francisco

12 November 2009

Versión en español
English version

Por Gustavo Coronel

Hotel Whitcomb - San Francisco, CA

Hotel Whitcomb - San Francisco, CA

Gustavo Coronel, geólogo venezolano

O hotel Whitcomb onde acontecerá a reunião… Local onde atualmente se realiza o enorme evento de baile “do mesmo sexo”.

O Foro de São Paulo foi criado há quase 20 anos na cidade de São Paulo, Brasil, pelo Partido Comunista Cubano e o Partido dos Trabalhadores (brasileiro), para redefinir as estratégias políticas da extrema esquerda depois da queda do muro de Berlim e do colapso da União Soviética. Realizou até agora 15 Encontros, com a participação de terroristas colombianos das FARC, partidos comunistas e socialistas da Venezuela, sandinistas nicaragüenses e cada um dos partidos comunistas do hemisfério, incluindo a poderosa organização cubana.


Uns quantos presidentes latino-americanos têm assistido estas reuniões: Raúl Castro de Cuba, Lula do Brasil, Evo Morales da Bolívia, Daniel Ortega da Nicarágua e, certamente, Hugo Chávez da Venezuela. Apesar de que o grupo não gera nenhum documento escrito, regularmente denuncia as políticas de livre mercado, o capitalismo, a globalização, a democracia e a política exterior dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que promove os valores comunistas/socialistas e as políticas que foram insustentáveis onde quer que tenham sido aplicadas. Os membros do Foro se dedicam aos objetivos essenciais de destruir os Estados Unidos, país que eles vêem como o símbolo de todo o mal do mundo. O fato de que o presidente do Brasil, Lula da Silva, é um membro fundador deste Foro e que ao mesmo tempo coqueteia com a política exterior dos Estados Unidos na América Latina, é um dos paradoxos que existem na região onde nasceu o “realismo mágico”.


Desta forma, este grupo dedicado à destruição dos Estados Unidos terá sua primeira reunião pública em solo norte-americano em São Francisco, Califórnia, no domingo 15 de novembro. Apropriadamente, o foro se reunirá no, de maneira indulgente considerado como “histórico”, Hotel Whitcomb, um lugar que os visitantes usualmente consideram um lixo.


A decisão de realizar esta reunião em São Francisco foi tomada no XV Encontro do Foro de São Paulo que teve lugar recentemente na cidade do México. O grupo escolheu para começar suas atividades a área da Baía de São Francisco, devido ao “progressismo histórico e significado político” desta cidade. Uma organização não-governamental (ONG) latino-americana, UnoAmérica, foi criada há quase um ano para rebater as atividades deste Foro. Com sede em Bogotá, UnoAmérica foi posta em marcha pela mão do engenheiro e político venezuelano Alejandro Peña Esclusa.


Hoje esta organização transformou-se em uma ONG de ONG’s e goza da filiação de quase 100 organizações civis de todas as partes da América Latina que sentem que, se a democracia latino-americana deve sobreviver, deve-se combater o Foro de São Paulo de todas as formas possíveis. UnoAmérica crê que a ameaça posta na segurança nacional dos Estados Unidos pelo Foro de São Paulo é real, e que os americanos devem estar bem informados acerca das idéias totalitárias desta organização.


UnoAmérica publicou um livro em inglês intitulado: “The Fórum of Sao Paulo. A threat to Freedon in Latin America” (“O Foro de São Paulo. Uma ameaça à liberdade da América Latina”), disponível em http://www.unoamerica.org/unoTeste/upload/apps/foro.pdf, que contém informação detalhada acerca desta organização. Em sua tolerância à livre expressão de todas as idéias, inclusive aquelas abertamente hostis, a democracia dos Estados Unidos encontra um de seus maiores recursos de força. Como um latino-americano eu admiro isso. Entretanto, sempre lembro o caso da moça no musical “Oklahoma” que cantava: “Eu sou essa moça que não pode dizer que não. Estou em um terrível aperto”. Aparentemente ela estava sempre grávida.


Versão original em inglês: http://lasarmasdecoronel.blogspot.com/2009/11/thesao-paulo-forum-makes-its-us-debut.html


Tradução: Graça Salgueiro